sexta-feira, 26 de novembro de 2010

« MUSICAL de ALAÚDE: Cantigas de SANTA MARIA »

ALAÚDE

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sábado, 20 de novembro de 2010

« EPITÁFIO à MEMÓRIA do MARQUÊS de POMBAL »

Sebastião José de Carvalho e Melo
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MARQUÊS de POMBAL
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(1699-1782)

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Olhar em graffito pintado no muro das traseiras da Escola D. João V - da Damaia
AMADORA


Clicar em baixo:
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http://odeith.com/pt/graffiti/murais/terramoto-no-marques-de-pombal.html

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Praça
do
Marquês
de Pombal



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EPITÁFIO


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Aqui jaz
Sebastião José de Carvalho e Melo
Marquez de Pombal
Ministro e Secretário de Estado
de D. José
Rei de Portugal;
O qual reedificou Lisboa,
Animou a Agricultura,
Estabeleceu as Fábricas,
Restaurou as Sciencias,
Estabeleceu as Leis,
Reprimiu o Vício,
Recompensou a Virtude,
Desterrou o Fanatismo,
Regulou o Thesouro Real,
Fez respeitada a Soberana Authoridade;
Cheio de Glória,
Coroado de louros,
Opprimido pela Calumnia,
Louvado pelas Nações Estrangeiras:
Como Richelieu
Sublime em projectos,
Igual a Sully na vida, e na morte:
Grande na prosperidade,
Superior na Adversidade,
Como Philosopho,
Como Heroe,
Como Christão,
Passou à Eternidade
No Anno de 1782,
Aos 83 da sua idade
E no 27 da sua Administração.


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.Acerca desta lápide escreveu-se: « Seu corpo jaz depositado em um celebre mausoleo que existe ao lado direito da capela mor dos frades capuchos da referida Vila (Pombal) aonde não apparece por se haver prohibido o uso, e leitura de um Epitafio feito para a sua sepultura»

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Frei Francisco Martins (Capucho), confessor do Marquês a seu pedido e durante a agonia... escreveu assim o que deveria gravar-se na jazida do estadista:

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Hic jacet Ille Minister
Qui conctictis notus in orbe fuit
Mortuus ecce silet sua verum facta loquntur
Isto majorem tempora nulla dabunt



.TRADUÇÃO:
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[Aqui jaz aquele ministro, que por todos conhecido, foi em todo o Mundo; e posto que aqui morto está calado, as suas obras porem perpetuamente estão falando, Ministro maior do que este foi, nem o presente seculo, nem finalmente os futuros hão-de produzir».]


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A Câmara Municipal de Lisboa
descerrou esta lápide
à
memória do Marquês

no ano de
1923

sábado, 13 de novembro de 2010

« CÁRMEN de BIZET - "C'est toi! ... C'est moi! " »

Georges Bizet
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(1838-1875)

Georges BIZET, notável compositor francês, autor de: O Pescador de pérolas; A Linda Jovem de Perth; Cármen; Arlesiana.
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As sua obras, sobretudo as duas últimas, caracterizam-se pela técnica perfeita e são notabilíssimas pelo colorido, pela verdade dramática e pela inspiração.







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Os episódios que rodearam a estreia de "Cármen", a mais famosa ópera de Bizet - e uma das partituras operáticas mais admiráveis de todos os tempos - também constitui um dos acontecimentos mais trágicos e repulsivos de toda a História da Música.
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Poder-se-á sem dúvida encarar como uma página vergonhosa na história de uma certa crítica musical e na irresponsabilidade com que determinadas pessoas escrevem o que lhes vem à cabeça acerca de grandes artistas, ou porque embirram pessoalmente com eles, ou por pura estupidez, insensibilidade artística e, sobretudo, inveja...

A figura de "Cármen", a cigana que trabalhava numa fábrica de tabaco em Sevilha e vivia no meio de marginais, contrabandistas e diversos tipos de arruaceiros, ocupou durante largos anos o pensamento do jovem compositor francês Georges Bizet, nascido em 1838 e morto, muito provavelmente por suicídio, em 1875, pouco depois da estreia desta sua ópera em Paris.
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Houve personalidades femininas cujo carácter e comportamento terão influenciado desde longa data o compositor. E ainda que o libretto da "Cármen" fosse extraído a uma novela de Prosper Mérimée e escrito em conjunto por Henri Meillac e Ludovic Halévy, a verdade é que Bizet cedo se apaixonou por essa figura ou por esse tipo de figuras, relacionando-as, por exemplo, com uma tal Celeste Mogador, escritora, dançarina e aventureira com larga crónica no seu tempo, com quem tentou estabelecer, embora sem ser correspondido, uma relação de carácter mais íntimo...
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Na realidade, Celeste Mogador mostrou que era uma mulher sensível e responsável, ao sentir que poderia ter uma acção nociva no psiquismo do seu jovem apaixonado, um rapazinho ingénuo e naturalmente bem-comportado, que se perdera de amores por ela, nomeadamente ao ouvi-la cantarolar num qualquer Café-concerto uma cançoneta chamada "Ay Chiquita"...
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Este terá sido o primeiro contacto de Bizet com a música espanhola. E, por curiosidade, foi mais tarde encontrada em casa do músico uma colectânea de canções de um tal Sébastien Yradier, uma das quais serviu em absoluto de modelo à famosa Habanera da "Cármen" e dizia assim: - "Chinita mia, ven por aqui, que tu ya sabes que muero por ti"...
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Há frases num livro de memórias de Celeste Mogador que poderiam perfeitamente encaixar-se na figura da cigana Cármen, tais como: "Nenhuma mulher teve tanto prazer em dizer sim como eu em dizer não"; ou ainda: "Eu amo com paixão e detesto com raiva, pois não está no meu carácter sujeitar-me a meias-medidas"...
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Quando conheceu Celeste Mogador, tudo indica que Bizet nunca tivesse tomado ainda contacto com a novela de Mérimée, mas a figura da Cármen, um símbolo de erotismo, já se tinha desde há muito instaurado no seu espírito.
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Esse erotismo é uma das características mais intensas da música da "Cármen", ópera em que a figura masculina de Dom José também tem, por sua vez, muito da ingenuidade natural do próprio Bizet.
A "Cármen" é uma obra-prima que foi rapidamente saudada como tal, por figuras como Nietzsche, Saint. Saens, Tschaikowsky, Mahler, Brahms ou o próprio Wagner, mas a sua estreia, meses antes, em Paris, levou uma crítica de jornal diário - assinada por nomes perfeitamente ignotos e para sempre esquecidos - a arrasar de tal forma a obra, que o compositor entrou num estado de profunda depressão e, segundo alguns dados que se possuem, muito indica que terá acabado por se suicidar.
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Pouquíssimo tempo depois, o mundo inteiro saudava Bizet - já desaparecido - como um Génio!
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Até quando... se permitirá... que tais injustiças 'criminosas' se repitam,
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e passem impunes ...


= o =

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CÁRMEN, Ópera de 4 Actos, trata-se de uma composição cheia de vida, de cor e da mais intensa comoção dramática.
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O libretto foi extraído da novela Cármen, de Prosper Merimée, por H. Meilhar e L. Halévy.
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Dom José, Brigadeiro de Dragões, por amor à cigana Cármen, deserta e fez-se contrabandista.
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Cármen abandonou-o, por um toureiro e...
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Dom José... acaba por matar a mulher que amava...!