segunda-feira, 26 de abril de 2010

« ESPIONAGEM... e ESPIÕES de ÉLITE »

Kim Philby, Agente britânico, espião a favor da URSS
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Coronel Oleg Penkovsky, Oficial dos Serviços Secretos da URSS
Espião a favor do Ocidente
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A célebre Minox, câmara miniatura
usada por espiões, para fotografar de tudo
inclusive
quaisquer documentos
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Selo de Correio Soviético
em homenagem ao seu Espião britânico
Kim Philby




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A 25 de Maio de 1951, os serviços de segurança britânicos preparavam-se para acusar Donald Maclean, um alto diplomata, de espionagem a favor dos Russos. O dia 25 era uma sexta-feira e decidiram esperar até segunda-feira seguinte para o prenderem. Nessa noite, Maclean desapareceu, assim como Guy Burgess, outro importante diplomata. Era óbvio que tinham fugido para a Rússia. Pior ainda, alguém altamente colocado nos serviços secretos britânicos os informara. Era essencial encontrar o «terceiro homem».
As suspeitas caíram sobre Harold «Kim» Philby, um dos oficiais superiores do MI 6 (serviços secretos). Philby foi interrogado durante diversos meses e, apesar de se não ter provado nada contra ele, foi obrigado a demitir-se. Em 1955, um membro do Parlamento afirmou em sessão parlamentar que Philby foi interrogado por jornalistas de todos os principais jornais britânicos. Mas quer nos julgamentos públicos, quer nos privados, Philby afirmou sempre que estava inocente.
Muitos dos seus antigos colegas do MI 6 achavam que Philby fora demasiado castigado. Alguns pensavam que o haviam derrubado por rivalidade. Em 1956 foi enviado para Beirute como jornalista do 'The Observer': e há também quem pense que para trabalhar para o MI 6. Depois de actuar cinco anos em Beirute, Philby desaparaceu subitamente. Pouco tempo depois foi anunciado que fugira para a Rússia. Nas suas palavras, regressava «são e salvo». Na realidade, Philby era o «terceiro homem». Há trinta anos que era agente comunista.
Num dia de Setembro de 1961, o ano da fuga de Philby, um russo de aparência elegante passeava-se numa avenida de Moscovo e parou junto de um parque infantil onde brincavam algumas crianças. Sorriu e ofereceu a uma delas uma caixa de chocolates. Quando o homem se foi embora, a criança levou a caixa à mãe, que estava sentada num banco ali perto. A mãe era mulher de um diplomata britânico na Embaixada de Moscovo. A caixa continha quatro rolos de filme de documentos secretos dos próprios serviços secretos russos. O homem era o Coronel Oleg Penkovsky, um Oficial do G.R.U. (serviços secretos militares soviéticos).
Penkovsky era espião pelo Ocidnte. O seu principal contacto era um homem de negócios inglês chamado Greville Wynne, cujo trabalho o levava frequentemente a Moscovo, Através de Wynne, os serviços secretos americanos e britânicos forneceram a Penkovsky dinheiro, uma câmara fotográfica miniatura 'Minox' e um receptor de rádio. Em dezoito meses, Penkovsky conseguiu passar 5.000 fotografias de documentos militares e secretos. Os filmes eram passados por contacto directo, como foi descrito acima, e também por meio de «marcos de correio mortos»
[gíria denominativa de pessoas que oficialmente não existem].
Em Outubro de 1962, enquanto Penkovsky planeava escapar para o Ocidente definitivamente, foi preso em Moscovo. Wynne foi raptado na Hungria e trazido para a Rússia. Foram julgados e considerados culpados. Penkovsky foi condenado à morte e Wynne a oito anos de prisão, mas Whynne nunca chegou a cumprir a pena. Em 1964 foi trocado pelo espião russo «Gordon Lonsdale».
Muito embora o Coronel Penkovsky tenha sido condenado à morte e dado com tendo sido executado, acredita-se que o mantiveram vivo, muito embora preso algures na Rússia. São os desígnios da espionagem de alta escola!
Kim Philby gozou 'merecidamente' a sua reforma, oferecida pelo regime soviético como gratidão pelos serviços prestados. Inclusivamente foi homenageado numa emissão de selo de correio conforme acima se ilustra em fotografia.
Kim Philby clamou a sua inocência perante os jornalistas em 1955.
Philby, Guy Burgess e Maclean ( diplomatas acima indicados) tinham andado juntos na Universidade de Cambridge, onde se tornaram comunistas. Todos os três foram recrutados como espiões comunistas pouco tempo depois, nunca se sabendo por quem.
Philby devia manter-se «adormecido» isto é, não deveria actuar até ter alcançado uma posição que pudesse ser de verdadeiro valor.
Ao longo da segunda guerra mundial, foi subuindo na carreira dos serviços secretos britânicos. Incrivelmente, chegou a chefiar o departamento que tratava dos assuntos dos serviços secretos russos!
Será que os serviços secretos britânicos foram mesmo ludibriados? Ou tinham esperança de que ele se traísse, ou a outros, se fosse deixado à solta?
Só muito raramente os homens da «polícia secreta» inglesa saiem da sombra. Poucas pessoas - além dos seus superiores imediatos - sabem o que eles realmente fazem. Se se metem nalgum sarilho, não podem contar com qualquer auxílio oficial. E, as próprias mulheres estão convencidas de que eles são homens iguais aos outros, apenas com um horário de trabalho um pouco estranho...
Na pequena tabacaria da aldeia aquela manhã era uma manhã igual a todas as outras, até o homem alto entrar. Mostrou um cartão à mulher que estava atrás do balcão e disse-lhe para fechar a loja.
Depois de o último cliente ter saído, começou a interrogar a proprietária acerca das ideias politicas do filho, de 18 anos. Quando o interrogatório terminou, hora e meia mais tarde, a mulher soluçava.
Em alguns países este incidente seria vulgar. Porém, a cena passava-se no Surrey, Inglaterra, em 1967...
O homem em questão era um investigador local; contudo, o trabalho que executava naquela ocasião era bastante fora do comum. Na realidade trabalhava directamente para a Divisão Especial... A Divisão Especial - a organização que, em Inglaterra, mais se aproxima de uma verdadeira polícia secreta - só muito raramente sai da sombra. De facto, a meia dúzia de homens «sem rosto» que se encontravam na parte de trás da sala do tribunal de Old Bailey, de Londres, quando o oficial da RAF (Força Aérea) Douglas Britten, foi condenado a 21 anos de prisão por espionagem, apareciam pela primeira vez em público, desde um outro caso similar 8 anos antes.
Poucas pessoas, incluindo a polícia ortodoxa, estão a par do verdadeiro papel da Divisão Especial. Na realidade esta é o braço executivo do serviço secreto britânico. É quem efectua as prisões depois dos casos terem sido resolvidos pelos serviços de contra-espionagem.
Porém, desde a reorganização total efectuada em 1961, a Divisão Especial tornou-se igualmente numa força de polícia política que mantém sob vigilância as pessoas cujas simpatias esquerdistas possam, em certas circunstâncias, representar um perigo para a segurança nacional.
Desde a fundação do Partido Comunista Britânico, em 1920, a Divisão Especial sempre prestou redobrada atenção às actividades, mas as modificações realizadas em Junho de 1961, quando da reorganização, aumentaram eficazmente a sua capacidade no combate das actividades ditas subversivas. A rede foi-se propagando através da província e cada subdivisão regional que, ao princípio dispunha apenas de dois ou três elementos no máximo, passou a mais do dobro, incluindo o inspector, dois sargentos e investigadores.
Embora a sua tarefa só muito raramente venha a público, a Divisão Especial mantêm-se em constante actividade. Por cada ameaça ou suspeita de ameaça que chega aos jornais, há dúzias delas que permanecem em segredo. Os serviços são também responsáveis pela protecção dos dignatários que visitam a Grã-Bretanha. Grande parte do trabalho deles é aborrecido e rotineiro: verificar chegadas e partidas nos aeroportos, ou entrevistar forasteiros suspeitos de actividades irregulares.
Raramente os membros da Divisão Especial são chamados a intervir na destruição e detenção de redes de espionagem. É o MI 5 que recolhe as provas e depois as entrega à Divisão Especial para realizar as prisões.
O facto de estes serviços - na prática uma polícia que ninguém conhece - poderem exercer consideráveis pressões sobre a população, poderia levar a crer que a invejável posição da Inglaterra como país livre no mundo moderno não passa de um mito.
Passam a mensagem que acontece exactamente o contrário, pois actuam unicamente contra aqueles que constituem uma ameaça para a segurança e liberdade, um valor inestimável que os cidadãos em geral tanto preservam!
Falta esclarecer em que ponto ficará salvaguardada a liberdade de expressão e de pensamento (...)
Apenas como apontamento académico e mera concepção histórica, lembro que a espionagem consiste em obter e passar informações secretas. É uma arte muito antiga que perdurou até aos nossos dias. Os primeiros registos humanos contêm relatos de missões de espionagem.
A China antiga, o Egipto e a Roma Imperial de Júlio César transformaram a espionagem numa actividade "requintada" e tornaram os espiões tão velhos como os segredos humanos.
Agentes duplos, redes de espiões e passadores de informações falsas são personagens dessa grande "indústria" moderna que é a espionagem.
O nosso amado Rei D. João II - o Príncipe Perfeito -, monarca hábil, justo e tolerante (apunhalou Dom Diogo, Duque de Viseu!), é considerado uma das mais gloriosas figuras da História de Portugal, até na dinâmica dos descobrimentos e não foi alheio a ter usado e aproveitado a espionagem internacional em larga escala.
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Como este post não é propriamente uma tese de doutoramento sobre a matéria, vou terminar o texto apenas com um pedido de esclarecimento: será que a Espionagem e os seus Agentes são mesmo um mal necessário?







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- Fotos obtidas na net
- Texto do autor do blogue



quarta-feira, 14 de abril de 2010

« ANNE FRANK... v/s... DIÁRIO da MIMMY »

Foto de Zlata Filipovic em idade mais adulta
Autora de "O Diário de Zlata"
a que chamava
o
Diário da Mimmy
a
'sua companhia inseparável'

O DIÁRIO
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Em baixo e em cima, imagens do Calvário da Bósnia

Zlata aos onze anos

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ZLATA FILIPOVIC (Sarajevo, 3 de Dezembro de 1980) é a autora do livro «O Diário de Zlata».
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De 1991- 1993 - no que ela chamava 'O Diário da Mimmy' - Zlata escreveu sobre os horrores que presenciou durante a guerra em Sarajevo.
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Pelo facto da sua biografia ser parecida à de Anne Frank, Zlata é, também, chamada de "Anne Frank de Sarajevo".
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Diferentemente de Anne Frank, Zlata e a sua família sobreviveram à guerra e refugiaram-se em Paris, em 1995.
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Após passar uma temporada na Inglaterra, transferiu-se para Dublin, na Irlanda.
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Zlata vivia em Sarajevo e no seu diário de menina, com as suas palavras (e desenhos), inscreveu dia a dia, os reflexos da vida que a cercava.
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De repente, a guerra rebentou às portas da sua própria casa.
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Os temas mais vulgares cedem então lugar ao medo, à cólera e à incompreensão.
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O universo de Zlata cai em pedaços. Os bombardeamentos e os atiradores solitários - os snipers - semeiam indiscriminadamente a morte; falta a água, a electricidade, os alimentos... tudo!
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Zlata chora a sua infância destruída, mas continua a escrever e a testemunhar!
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Como Anne Frank, (...) que muitas vezes lhe vem à memória!
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Hoje, quando os conflitos trágicos da ex-Jugoslávia ainda se enredam em negociações sem fim, a voz desta jovem de Sarajevo ajuda-nos a compreender melhor os sofrimentos e o desespero de um povo inteiro!

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Amigas e amigos cibernautas! Até quando... vamos continuar indefinidamente a ter " Annes Franks " e "Zlatas Filipovic"?

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O livro é uma obra linda! Mas porque é que teremos de admirar 'ad eternum', obras literárias de crianças protagonistas e vítimas de situações que não deveriam ter existido, como estas, e o mundo continuar sem rumo..., num constante esforço de guerra? O que é que é preciso fazer, para acabar com o desperdício permanente dos estados beligerantes entre as nações?
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Quantas crianças mais, não terão entretanto escrito já, outros tantos êxitos editoriais como estes dois?
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Para quando..., evitar estrofes poéticas como esta, a última do livro de Zlata:
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" (...) Ruínas por todo o lado
O fogo devora tudo
O coração aperta-se
A Bósnia,
A Bósnia canta no seu calvário. "

(...)

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Não serão palavras demasiado 'pesadas',
na boca de crianças?

Pensamos que sim...!








quarta-feira, 7 de abril de 2010

« A OSTRA, uma CRIATURA SINGULAR... »

Exemplar de ostra
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Criação artificial - ostreicultura
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Imagem de uma' criação' de ostras
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Ostra perlífera
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Foi corajoso quem comeu a primeira ostra...
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Este suculento molusco é actualmente tão apreciado
que milhares de criadores enfrentam riscos submarinos
para cuidar desta lucrativa cultura




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Desde que foi pela primeira vez tentada com êxito no Oriente, há séculos, a arte de cultivar ostras tem sido amplamente praticada. Em princípio, criar ostras é coisa simples: plantam-se numa baía ou estuário cascas de ostra ou outras conchas vazias semelhantes, para apanhar certa porção de ostras novas. Assim que elas atingem tamanho comercializável, faz-se a colheita. São necessários, porém, conhecimentos para se conseguir constantemente uma boa produção dessa cultura submarina.
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É preciso ter sorte também. A vida da ostra está sujeita desde o início a riscos sem conta. Provavelmente, apenas duas num milhão atingem a idade adulta!
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A chance do criador de ostras é a surpreendente vida sexual desses animais ser da mais fecunda. Em geral a ostra começa a vida como macho, depois, uma vez em cada época, pode transformar-se em fêmea e pôr uma grande quantidade de ovos. A fêmea pode pôr nada menos do que 500 milhões de ovos numa só temporada de desova. No mesmo período o macho solta bilhões de espermatozóides. No entanto, apenas poucas células germinativas chegam a unir-se, pois o seu encontro ocorre na água, é aparentemente ao acaso.
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Poucas horas depois de o ovo ter sido fertilizado, dele sai o embrião. Dentro de um a dois dias a pequenina ostra forma uma concha minúscula, semelhante a um pequeno marisco, mas invisível a olho nu. Mesmo depois de alimentar-se constantemente durante duas semanas, não é muito maior do que a cabeça de um alfinete. Correntes e marés arrastam muitas ostras novas às águas profundas, onde morrem. Das cem espécies conhecidas no mundo inteiro, poucas vivem em profundidades superiores a oito metros e uma grande quantidade torna-se o repasto de medusas e outras criaturas marinhas.
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As que sobrevivem às duas primeiras semanas descem ao fundo, onde procuram superfícies limpas para nelas se fixarem. Quando a ostra encontra uma superfície adequada, a concha segrega imediatamente uma substância adesiva. Dentro de poucos minutos torna-se dura como cimento e daí em diante a ostra está permanentemente fixada à base, sempre pela metade profunda da sua concha - esquerda; apenas a metade direita - plana -, que a ela se adapta como tampa, permanece móvel. A ostra cresce aumentando as bordas da concha, cerca de dois centímetros e meio por ano em algumas regiões; porém, mais do que o dobro nos períodos de crescimento mais longos, em águas quentes.
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Durante a estação de crescimento o criador de ostras deve inspeccionar com frequência os seus parques ostrícolas, pois é quase certo os rapinantes andarem por perto. Nas águas setentrionais, estrelas-do-mar aos bandos pululam sobre os bancos de ostras. Com o corpo grotescamente curvado, a estrela-do-mar monta-se numa ostra fechada e, com os numerosos tentáculos tubulares, começa a sugar até que os vigorosos músculos da ostra não resistem à tensão e abre a concha.
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Os cultivadores de ostras arrastam enormes lambazes - aparelho marítimo tipo' vassoura' - ao longo dos seus bancos de cultura para enlear as estrelas-do-mar nos cordões do equipamento, ou espalham cal sobre o fundo; esta dissolverá a casca crustácea das estrelas- do-mar.
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Em certas regiões, esponjas de amarelo vivo crescem sobre as cascas das ostras e dissolvem-nas. Gigantescas raias-chita podem devastar uma grande ostreira apenas numa noite! Para combatê-las, é preciso guarnecer as áreas de cultivo com paus aguçados para espetar as raias quando estas se baixam para comer.
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As ostras são atacadas por numerosos fungos. Os leitos da desova podem ser destruídos, ou as ostras podem ser mortas por resíduos industriais. Excesso de chuva pode diluir o sal na água das baías ou enseadas, deixando-o abaixo do teor necessário à vida da ostra. Todavia, a falta de chuva pode impedir a afluência de substâncias nutritivas indispensáveis vindas de terra.
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Em condições favoráveis, a ostra come 24 horas por dia, bombeando durante esse tempo cerca de 750 litros de água através das guelras. Partículas sólidas na água são arrastadas a canais de espesso muco, que flui lentamente para a boca da ostra. As partículas menores de alimento - minúsculas plantas ou detritos orgânicos - vão para o estômago.
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Em águas quentes as ostras atingem em 18 meses, ou menos, o tamanho adequado para venda, mas em águas setentrionais podem levar cinco anos ou mais para crescerem até ao mesmo tamanho.
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Entre as diferentes espécies melhoradas por uma cuidadosa cultura, pode citar-se a Ostra portuguesa, originária do rio Tejo, que chega ao estado adulto no fim de três anos; mas só no fim de quatro a sete é que atinge as suas maiores dimensões.
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Ostras de água fria são firmes, tendo em média 23% de carne sólida. As de água quente, de crescimento rápido, têm menos de 10% de substância sólida.
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Outrora era considerado perigoso comer ostras nos meses de Verão. É verdade que as ostras no Verão são leitosas por causa das ovas e muito menos saborosas do que as colhidas no Inverno; mas as ostras de nenhum modo são venenosas. A ideia de se evitarem as ostras no Verão originou-se na Europa, onde a ostra comum nessa estação do ano se torna arenosa, sendo desagradável ao paladar.
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Em valor nutritivo poucos alimentos são comparáveis às ostras, tão ricas em cobre e ferro como uma porção equivalente de fígado. Contêm manganês, cálcio, fósforo, duzentas vezes mais iodo do que o leite, os ovos, ou a carne, além de elevado teor de proteínas e vitaminas. O coeficiente de calorias é semelhante ao do leite, mas as calorias do leite são provenientes da gordura, ao passo que as da ostra são da proteína.
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As ostras figuram entre os poucos animais que o homem ainda come vivos e crus! Acondicionadas em sacos húmidos e mantidas frescas, de comboio de mercadorias, camiões frigoríficos, ou de avião, são entregues em mercados distantes milhares de quilómetros do local onde foram apanhadas.
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A temperaturas negativas tornam-se semi-dormentes e, neste estado, conservam-se vivas e frescas durante muitos meses.
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Observando-se a ostra, um humilde molusco disforme e viscoso, um autêntico nó cinzento em nada devendo à estética, concordar-se-á que o Anónimo que comeu a primeira ostra, ou tinha muita fome, ou era alguém com muita coragem!