terça-feira, 8 de março de 2011

« O FREVO... no CARNAVAL BRASILEIRO é RIVAL do SAMBA »



Neste imenso país, de dimensões continentais, temos várias manifestações regionais, como é o caso do frevo, com raízes no nordeste, mais profundamente em Recife e Olinda.

Pode afirmar-se que o frevo é uma criação de compositores de música ligeira, feita para o carnaval. Os músicos pensavam em dar ao povo mais animação nos folguedos. No decorrer do tempo, a música ganhou características próprias acompanhadas por um bailado inconfundível de passos soltos e acrobáticos.

A dança do frevo pode ser de duas formas: quando a multidão dança, ou quando passistas realizam os passos mais difíceis, de forma acrobática. O frevo possui mais de 120 passos catalogados.

Ao longo da história, vários ícones da MPB cantaram frevos. Consta que a primeira gravação com o nome do gênero foi o Frevo Pernambucano (Luperce Miranda/Oswaldo Santiago) lançada por Francisco Alves no final de 1930.

Ases da era de ouro do rádio como Almirante (numa adaptação do clássico Vassourinhas), Mário Reis (É de Amargar, de Capiba), Carlos Galhardo (Morena da Sapucaia, O Teu Lencinho, Vamos Cair no Frevo), Linda Batista (Criado com Vó), Nelson Gonçalves (Quando é Noite de Lua), Cyro Monteiro (Linda Flor da Madrugada), Dircinha Batista (Não é Vantagem), Gilberto Alves (Não Sou Eu Que Caio Lá, Não Faltava Mais Nada, Feitiço), Carmélia Alves (É de Maroca) incorporaram frevos nos seus repertórios.

De Tom Jobim e Vinicius de Moraes (Frevo) a Marcos e Paulo Sérgio Valle(Pelas Ruas do Recife) e Edu Lobo (No Cordão da Saideira), todos investiram no (com)passo acelerado que também contagiou Gilberto Gil a munir-se de guitarras no seu Frevo Rasgado em plena erupção tropicalista.

Destaque para Elba Ramalho, que é o próprio símbolo do frevo.

Quando as primeiras notas de Vassourinhas são executadas no carnaval pernambucano, a multidão ergue os braços e grita junto e dança freneticamente. O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que preserva as tradições locais.  Tocam ritmos pernambucanos e desfilam sem cordões de isolamento.

O desfile do Galo da Madrugada é um dos momentos para se ouvir e se dançar frevo no carnaval em fevereiro, que arrasta atrás de si mais de 1,5 milhões de foliões.

Abaixo, pode ouvir-se um dos novos cantores de frevo, Almir Rouche, interpretando frevos antológicos de autoria de Antônio Maria (não é o carioca), e Capiba.



VÍDEO C/ UMA APRESENTAÇÃO DE « FREVO » 








1 comentário:

Amapola disse...

Boa tarde.
O frevo compete com o samba no carnaval, mas o ritmo dele é tão intenso, que ninguém consegue dançar a noite toda. Sambar, consegue!

Muito obrigada pela honra da sua visita em um de meus blogs, e pelo comentário, cujo conteúdo eu concordo também.

Um grande abraço, querido amigo.