quarta-feira, 14 de abril de 2010

« ANNE FRANK... v/s... DIÁRIO da MIMMY »

Foto de Zlata Filipovic em idade mais adulta
Autora de "O Diário de Zlata"
a que chamava
o
Diário da Mimmy
a
'sua companhia inseparável'

O DIÁRIO
.

Em baixo e em cima, imagens do Calvário da Bósnia

Zlata aos onze anos

.








.
.
ZLATA FILIPOVIC (Sarajevo, 3 de Dezembro de 1980) é a autora do livro «O Diário de Zlata».
.
De 1991- 1993 - no que ela chamava 'O Diário da Mimmy' - Zlata escreveu sobre os horrores que presenciou durante a guerra em Sarajevo.
.
Pelo facto da sua biografia ser parecida à de Anne Frank, Zlata é, também, chamada de "Anne Frank de Sarajevo".
.
Diferentemente de Anne Frank, Zlata e a sua família sobreviveram à guerra e refugiaram-se em Paris, em 1995.
.
Após passar uma temporada na Inglaterra, transferiu-se para Dublin, na Irlanda.
.
Zlata vivia em Sarajevo e no seu diário de menina, com as suas palavras (e desenhos), inscreveu dia a dia, os reflexos da vida que a cercava.
.
De repente, a guerra rebentou às portas da sua própria casa.
.
Os temas mais vulgares cedem então lugar ao medo, à cólera e à incompreensão.
.
O universo de Zlata cai em pedaços. Os bombardeamentos e os atiradores solitários - os snipers - semeiam indiscriminadamente a morte; falta a água, a electricidade, os alimentos... tudo!
.
Zlata chora a sua infância destruída, mas continua a escrever e a testemunhar!
.
Como Anne Frank, (...) que muitas vezes lhe vem à memória!
.
Hoje, quando os conflitos trágicos da ex-Jugoslávia ainda se enredam em negociações sem fim, a voz desta jovem de Sarajevo ajuda-nos a compreender melhor os sofrimentos e o desespero de um povo inteiro!

.
Amigas e amigos cibernautas! Até quando... vamos continuar indefinidamente a ter " Annes Franks " e "Zlatas Filipovic"?

.
O livro é uma obra linda! Mas porque é que teremos de admirar 'ad eternum', obras literárias de crianças protagonistas e vítimas de situações que não deveriam ter existido, como estas, e o mundo continuar sem rumo..., num constante esforço de guerra? O que é que é preciso fazer, para acabar com o desperdício permanente dos estados beligerantes entre as nações?
.
Quantas crianças mais, não terão entretanto escrito já, outros tantos êxitos editoriais como estes dois?
.
Para quando..., evitar estrofes poéticas como esta, a última do livro de Zlata:
.
" (...) Ruínas por todo o lado
O fogo devora tudo
O coração aperta-se
A Bósnia,
A Bósnia canta no seu calvário. "

(...)

.
Não serão palavras demasiado 'pesadas',
na boca de crianças?

Pensamos que sim...!








4 comentários:

momo disse...

Hola ...acabo de llegar de gira..y vengo a tu orilla, como se va a saludar a un amigo cada vez que se vuelve d e un viaje.
me gusta la entrada, me gusta mucho

César Ramos disse...

Momo

Obrigado pelo seu comentário. É o único, ao fim de tanto tempo de exposição. A culpa deve ser minha, pois deveria ter sido mais interventivo, ou explicativo.

Gosto muito desta jovem e desejava que tivesse algum protagonismo histórico como teve Anne Frank!
Que diabo, não é preciso morrer para se ficar na História! Sim, morrer, como morreram e continuam a morrer pessoas civis e militares na Pátria da Zlata!

Afinal, para ter um comentário, teve de vir do seu país, o que muito me honra.
Por cá, em Portugal, limitamo-nos a enviar soldados e já chega!

Paciência!

Um beijinho de camaradagem Momo
César Ramos

César Ramos disse...

Momo!

Esqueci-me de dizer uma coisa 'muito importante', por ser infeliz!

O Livro que aqui mostro, O Diário de Zlata, para além de ter sido vendido a "preço azul" - saldo dos saldos, por 3,5 euros -, encontrei-o num caixote do lixo(!) e guardei-o!!

Tal é o interesse que o sofrimento desta criança, vítima psicológica da guerra, despertou junto dos meus compatriotas, que atiraram o Diário para o lixo!

É de bradar aos céus! Se é que os céus ouvem alguma coisa!

Bom fim de semana

César Ramos

Luisa disse...

Lutas por questões ideológicas, por questões religiosas, por questões, por questões.
Para o homem, tudo é pretexto para guerrear, esquecem-se dos que sofrem, dos velhos e das crianças. Não devia haver crianças em sofrimento em lado nenhum do Mundo.

Felizmente que guardou o livro e nos deu a conhecer essa história, mesmo que triste.

Abraços
Luisa