domingo, 14 de março de 2010

A SOPA DO SIDÓNIO - O PRESIDENTE REI





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A Sopa dos Pobres, não foi iniciativa de Sidónio Pais.
Durante a Monarquia, no Reinado de D. Carlos a Duquesa de Palmela e a Marquesa de Rio maior, tinham criado as Cozinhas Económicas, Sidónio Pais, como qualquer bom demagogo, apropriou-se da iniciativa.
Demagogo e manipulador. E segundo consta, Bon Vivan. Vestia as fardas "Arrmani", da época.
Exigia que tocassem o Hino, sempre que chegava, e pavoneava-se rodeado de uma corte de admiradoras.Um Casanova fardado pelos Estilistas desse tempo, que distribuia sorrisos e promessas.
Promessas que óbviamente, não cumpriu!O Povo acreditava que a sua vida iria melhorar.Mas a verdade é que o Povo estava tão farto da corrupção, das lutas internas, do tiroteio pelas ruas, da repressão da 1ª República, da miséria, da fome e da guerra, que acreditaria em tudo o que um Pavão sorridente lhes dissesse.
E como todo o político que se preza, negociou com o Vaticano. E ao permitir que a Igreja Católica criasse serviços de Assistência em Portugal, aumentou óbviamente a popularidade.
Mas não consta que a Maçonaria tivesse assassinado Sidónio Pais. Nem isso faria sentido.Tudo corria sob rodas para a Maçonaria mercantilista, sob a ditadura Sidonista, com os preços dos bens essenciais a aumentarem entre 30% a 90%.
Ninguém mata a galinha dos Ovos de Ouro, muito menos se a galinha lhe pertencer.
Sidónio Pais foi morto pelo Mediador do conflito que opunha uns esfomeados alentejanos, que se tinham apropriado de Terras e Celeiros, na sequência da repressão da Greve Geral de Novembro de 1918, organizada por alguns sectores Anarquistas, e o impotente governo de Sidónio.
José Julio da Costa, o Mediador, era um agrário de Garvão e empenhara a sua palavra, na garantia de que não haveria represálias para os sublevados.
Mas Sidónio Pais, que resolvia os problemas de Portugal com sorrisos, fardas Arrmani e Deportações, e não honrava compromissos, despachou os ditos esfomeados, de barco para Angola.
Para José Júlio da Costa, foi uma questão de Honra!
Sidónio Pais foi mais um Tirano, como Lenine, Trotsky e Hitler.
Portugal nada lhe deve!
Foi ele quem morreu em dívida, para com Portugal.
[Este texto é baseado numa opinião de fonte monárquica.]
As imagens foram seleccionadas na Internet.
À MEMÓRIA DO PRESIDENTE REI
Poema
de Fernando Pessoa
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(…)
Se Deus o havia de levar,
Para que foi que no-lo trouxe
- Cavaleiro leal, do olhar Altivo e doce?
Soldado-rei que oculta sorte
Como em braços da Pátria ergueu,
E passou como o vento norte Sob o ermo céu.
Mas a alma acesa não aceita
Essa morte absoluta, o nada
De quem foi Pátria, e fé eleita,
E ungida espada.
Se o amor crê que a Morte mente
Quando a quem quer leva de novo
Quão mais crê o Rei ainda existente
O amor de um povo!
Quem ele foi sabe-o a Sorte,
Sabe-o o Mistério e a sua lei.
A Vida fê-lo herói, e a Morte O sagrou Rei!
(…)
Mas a ânsia nossa que encarnara,
A alma de nós de que foi braço,
Tornará, nova forma clara,
Ao tempo e ao espaço.
Tornará feito qualquer outro,
Qualquer cousa de nós com ele;
Porque o nome do herói morto
Inda compele;
(…)
E qualquer gládio adormecido,
Servo do oculto impulso, acorde,
E um novo herói se sinta erguido
Porque o recorde!
Governa o servo e o jogral.
O que íamos a ser morreu.
Não teve aurora matinal 'Strela do céu.
Vivemos só de recordar.
Na nossa alma entristecida
Há um som de reza a invocar
A morta vida;
E um místico vislumbre chama
O que, no plaino trespassado,
Vive ainda em nós, longínqua chama - O DESEJADO.
Sim, só há a esp'rança, como aquela
- E quem sabe se a mesma? - quando
Se foi de Aviz a última estrela
No campo infando.
Novo Alcacer-Kibir na noite!
Novo castigo e mal do Fado!
Por que pecado novo o açoite
Assim é dado?
Só resta a fé, que a sua memória
Nos nossos corações gravou,
Que Deus não dá paga ilusória
A quem amou.
Flor alta do paul da grei,
Antemanhã da Redenção,
Nele uma hora encarnou o el-rei
Dom Sebastião.
(…)
E um novo verbo ocidental
Encarnado em heroísmo e glória,
Traga por seu broquel real
Tua memória!
Precursor do que não sabemos,
Passado de um futuro abrir
No assombro de portais extremos
Por descobrir,
Sê estrada, gládio, fé, fanal,
Pendão de glória em glória erguido!
Tornas possível Portugal Por teres sido!
Não era extinta a antiga chama
Se tu e o amor puderam ser.
Entre clarins te a glória aclama,
Morto a vencer!
E, porque foste, confiando
Em QUEM SERÁ porque tu foste,
Ergamos a alma, e com o infando
Sorrindo arroste,
Até que Deus o laço solte
Que prende à terra a asa que somos,
E a curva novamente volte
Ao que já fomos,
E no ar de bruma que estremece
(Clarim longínquo matinal!)
O DESEJADO
enfim regresse
A Portugal!
(Fernando Pessoa, poema integral)




NOTA: O Poeta Fernando Pessoa, contemporâneo
do Dr. Sidónio Pais - Presidente da República Portuguesa -
foi seu admirador. A sua abalizada opinião, inserida
no contexto do tempo, transmitiu-nos em Poesia o que
a inteligência lhe ditou!




5 comentários:

Teresa disse...

Confesso que Sidónio Pais não é dos meus personagens históricos predilectos! Mas a sua postagem estava interessante. Será que o meu amigo é monárquico?

César Ramos disse...

Apesar da aparente boa opinião de Fernando Pessoa, também não aprecio muito o Presidente Rei. Não direi que era um Pavão, porque a disciplina e o atavio são coisas essenciais, mas tinha demagogia q.b.
Curioso saber que, na mesma medida Espírita do Dr.Sousa Martins, Sidónio Pais é, ainda hoje, um elemento querido (beatificado) do nosso povo... tal foi a impressão que ficou na herança de tal figura política!
O Sídónio era Monárquico, tal como o Gen. Carmona o foi também, seguidos por Fernando Pessoa na preferência pela Coroa!
Eu, sou uma pessoa de diálogo, dou-me bem com pessoas de diferentes opiniões políticas, mas prefiro que a República continue.

Luisa Moreira disse...

Os tempos actuais, fazem lembrar os tempos de Sidónio. A História repete-se... Até os tiranetes, ainda pululam por aí, e os demagogos também!

Abraços
Luisa

César Ramos disse...

E fazem lembrar sim, porque há uma tendência para sidonismos presidencialistas!

Pululam tiranetes e tiranossauros vomitantes de demagogia, candidatos não a dar sopa aos pobres, mas a dar "sopa" ao Povo!

Eu que não falo a voz de dono nenhum, serei sempre um crítico de qualquer regime que pise os mais fracos!

Na verdade, a economizar na bolsa dos outros, qualquer um é salvador das Finanças Públicas!

As avaliações são para todos; desde cá debaixo, até ao último degrau da escadaria da Sociedade.

E as notas, para mim, são dadas nas urnas eleitorais!

Abraços
César

momo disse...

hola Cesar, a pesar de que nuestros orillas son tan vecinas, desconocemos la historia de la mayoria de sus personajes, eso es lo que me pasa a mi con el personaje que citas en esta entrada.
Lo que si escierto es que nuestros paises , debe ser por la cercania, han ido tan parejos muchas veces... años de opresión libertad corrupción ...y ahora desencanto... estoy hablando de mi pais, y como tengo amigos portugueses, veo que también en esto vamos como lineas paralelas...
ya veo que alfobre funciona..
Un abrazo