segunda-feira, 29 de março de 2010

SÍNDROME de CEGUEIRA POLÍTICA

Os que não querem ver, serão os piores cegos
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Consulta oftalmológica
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Novo envelope para endereçar
cartas para
"Garcia"
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Para benfiquistas, sportinguistas e portistas, o seu clube de coração é, inquestionavelmente, sempre o maior, sejam quais forem os resultados desportivos ou o comportamento dos seus jogadores.
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Os benfiquistas perdoam e aplaudem a rispidez de algumas entradas de David Luís. Os sportinguistas perdoam e aplaudem as agressivas intervenções de João Pereira. Os portistas perdoam e aplaudem as agressões de Hulk...
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Nada os retrai, desmotiva ou desanima. O que conta é a paixão, o amor incondicional ao Emblema. Como se fosse uma religião, uma jihad de Fé Clubística.
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Foi sempre assim e nada nos leva a pensar que, no mundo do futebol, alguma vez a razão se sobreponha à paixão.
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Do que, convenhamos, pouco mal virá para o outro mundo, o real, aquele em que pulsa a vida de toda uma Sociedade.
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Já é de maior preocupação esta moda alienante que vem emergindo de forma assustadora, por força da retórica gratuita e da demagogia sem vergonha, que faz dos cidadãos indefectíveis "adeptos" de partidos políticos em nome de uma Fé em que tudo se perdoa aos seus "jogadores", mesmo actos e as medidas que os lesem enquanto destinatários de uma apregoada democracia adulta!
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Os dois fenómenos têm diferenças abissais, nos seus valores e nos campos onde se desenvolvem, mas é já notório que a paixão cega, a defesa a qualquer preço dos grupos partidários a que cada um aderiu, relaxa ou destrói o espírito crítico, em benefício de uma parte política, mas em prejuízo da democracia e de toda a Nação.
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Nesta, é perigoso apoiar e apludir tudo, em nome de uma fé cega. Não estamos num jogo de amor à camisola desportiva.
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Quando a paixão partidária desce ao patamar da clubística, é da liberdade de cada um de nós que estamos a abdicar e, pior, é comprometermos, de forma leviana e irreflectida, um rumo para o país, que pugne pela verdade, pela justiça e pelo progresso que almejamos para todos.
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As amarras emotivas e incondicionais a partidos não podem, em nome da paixão, perdoar "rispidez", "agressões", mentiras e outros desmandos sem carácter de qualquer político, seja qual for a sua camisola partidária, para que se possa manter o respeito pelo Estado e por cada um de nós.
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Para que nos sintamos pessoas livres e não autómatos de pensamento encarcerado!...
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Nunca tive donos políticos, nem de qualquer outro rótulo! Há muito que sei lutar contra a "Voz do Dono"! Nunca fui inconstante nem serei volúvel, mas se houver quem mude as regras do jogo na última hora, aplicando a teoria de que o que hoje é verdade amanhã será mentira, então tudo farei para acordar os que me rodeiam, e mobilizá-los-ei para não se deixarem embalar em cantos de Sereia!
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Texto in: Blog Munho do Alfobre
Imagens: Net, e Software da Sony Ericsson

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